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      Conheça a classificação de resíduos industriais: classe I e II

      Publicado em 3 de November de 2020 | Atualizado em 9 de June de 2022 SUPERBAC2022-06-09T19:25:19-03:00
      SUPERBAC AMBIENTAL Comments Off on Conheça a classificação de resíduos industriais: classe I e II
      Atualmente, os resíduos industriais são considerados os grandes responsáveis pelas maiores agressões ao meio ambiente. Devido à intensa atividade industrial, o volume de “sobras” da produção é enorme e, na maioria das vezes, não é devidamente descartado — o que acaba trazendo consequências desastrosas não só para o ambiente, mas também para a saúde pública. O gerenciamento de resíduos industriais é o primeiro passo para reverter a atual situação, possibilitando que as empresas contribuam para um meio ambiente mais saudável. Confira o nosso artigo para descobrir como a classificação de resíduos pode ajudar na gestão ambiental responsável da sua empresa!

      Os resíduos industriais

      De acordo com a definição dada pela Resolução nº 313 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, pode ser considerado resíduo industrial todo aquele que, cumulativamente:
      • resulte das atividades das indústrias;
      • se encontre nos estados sólido, semissólido, gasoso (quando contido) ou líquido;
      • cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia possível.
      Em termos simples, é toda a sobra resultante da atividade industrial que não pode ser descartada normalmente na rede de esgoto ou em rios, mares etc. e exige um método especial para a sua eliminação. A lei destaca, ainda, que também se incluem nessa definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água e aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição. Assim, todo o remanescente da sua atividade que preencher esses requisitos será considerado resíduo industrial.

      Caracterização de cada resíduo

      O próximo passo é a caracterização dos resíduos, ou seja, identificar as suas principais características físicas e químicas tanto em termos de qualidade quanto em termos de quantidade. Nesta fase, é necessário analisar todas as particularidades das sobras industriais. Faça um relatório contendo detalhes sobre seus aspectos físicos, químicos, odor, coloração, e tudo mais o que for possível identificar. Esta etapa é importantíssima para a gestão adequada dos resíduos e efluentes industriais, já que, com base na caracterização realizada, será possível classificá-los de acordo com a sua periculosidade e determinar a sua destinação final adequada. Para uma caracterização adequada, é importante que seja feita por profissionais especializados, que prosseguirão com os métodos mais adequados de coleta, transporte e análises em laboratório. Essas análises são feitas com base nas normas NBR 10.004/2004 e 10.005. A primeira, considera sempre os riscos potenciais que os resíduos industriais podem ter sobre a saúde pública e o meio ambiente.

      Os tipos de classificação

      Depois de identificar as características dos resíduos, é hora de classificá-los. O resultado da classificação determinará que a destinação deve ser dada a cada um dos tipos de resíduo. De acordo com a norma ANBT NBR 10004, são duas as classes de resíduos:
      • os de classe I – perigosos;
      • os de classe II – não perigosos.
      Esta última classe, por sua vez, se subdivide em mais duas:
      • os resíduos classe II (A – não-inertes);
      • os resíduos classe II (B – inertes).
      Entenda melhor o que são e alguns dos principais exemplos.

      Resíduos de classe I

      Os resíduos de classe I (perigosos) são aqueles que apresentam algum tipo de periculosidade, que pode ser identificada por meio de características como a inflamabilidade, toxicidade, corrosividade, reatividade e patogenicidade. Para saber detalhes sobre as características dessa classificação, você pode consultar a NBR. Para receber essas classificações, os resíduos precisam atender a alguns requisitos. Por exemplo:
      • corrosivo: se for aquoso, precisa ter um pH igual ou menor que 2 ou maior ou igual a 12,5. Também é possível que sua mistura com água em proporção 1:1 em peso tenha um pH maior que 12,5 ou menor que 2, ou produza um líquido que corroa um material de aço em velocidade superior a 6,35 mm ao ano, em uma temperatura de 55°C.
      Existem diversos materiais e resíduos industriais que apresentam uma ou mais dessas características. Podemos citar aqui:
      • latas de tinta;
      • graxas;
      • lubrificantes e óleos minerais;
      • thinner;
      • borra de tinta;
      • Equipamentos de Proteção Individual contaminados, como luvas e botas de couro;
      • Filtros de óleo;
      • estopas;
      • quaisquer resíduos gerados no tratamento térmico de metais;
      • papeis, plásticos e outros materiais contaminados.

      Resíduos de classe II

      Já os resíduos da classe II (não-perigosos), são todos aqueles que não têm as características de periculosidade. Quanto à subdivisão, os resíduos de classe II podem ser não inertes ou inertes.

      A — Não inertes

      São aqueles que não se enquadram nem na classe I — perigosos —, nem na classe II B. Nesse caso, eles podem apresentar características como combustibilidade, biodegradabilidade ou ser solúveis em água. Alguns dos principais exemplos de resíduos não inertes são:
      • restos de madeira;
      • resíduos orgânicos;
      • fibras de vidro;
      • materiais têxteis;
      • limalha de ferro;
      • gessos;
      • discos de corte;
      • equipamentos de Proteção Individual;
      • materiais de poliuretano;
      • lama vinda de sistemas de tratamento de água.
      Por não serem perigosos, podem ser alocados em aterros sanitários ou mesmo ir para a reciclagem, conforme seu potencial.

      B — Inertes

      Basicamente são resíduos que não apresentam aspectos de periculosidade, podendo apresentar características como a combustilidade, a biodegradabilidade e a solubilidade em água. Uma vez submetidos a testes de solubilização, não apresentam nenhum de seus constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água — em síntese, a água continua potável quando em contato com esses resíduos. Esses resíduos da classe II B não sofrem alterações em sua composição ao longo do tempo, de modo que também podem ser reciclados ou lançados em aterros sanitários. Os principais exemplos são:
      • sucata de ferro e aço;
      • entulhos.

      Tratamento de resíduos industriais

      Após a classificação, é hora de formular um relatório final. Com todas as informações sobre os resíduos em mão, torna-se mais fácil estabelecer técnicas de descarte e identificar métodos de tratamento eficientes, que sequer precisam ser terceirizados. Assim, o tipo de destinação escolhida vai depender dos resultados obtidos na análise laboratorial. Após isso, podem ser direcionados para:
      • aterros de resíduos perigosos;
      • aterros sanitários (para resíduos não perigosos);
      • tratamento térmico, como incineração e compostagem.
      As empresas e profissionais da área de tratamento de resíduos industriais detêm diversas técnicas e equipamentos para fornecer a melhor solução para cada tipo de resíduo, conforme a necessidade dos clientes. O descarte incorreto desses materiais pode gerar uma série de danos ambientais e á saúde pública. Por exemplo, lixos industriais lançados sem o devido tratamento e sem a destinação correta podem gerar alterações importantes na água e no solo. Por esse motivo, diversas leis que regulam esse assunto trazem punições para empresas que não mantêm uma boa gestão de resíduos industriais. Algumas dessas leis são:
      • Política Nacional de Saneamento Básico – Lei 11.445/2007;
      • Política Nacional dos Resíduos Sólidos — Lei 12.305/2010;
      • Política Nacional do Meio Ambiente – Lei 6.938/1981.
      Além de punições legais, o descarte incorreto de resíduos industriais também pode fazer a empresa perder financiamentos, manchar sua reputação diante dos olhos do público e até perder clientes. Por isso que é fundamental buscar empresas que forneçam a solução ideal para o seu negócio. Precisa de uma solução eficiente para o descarte de resíduos? Entre em contato com a equipe da SuperBAC e tire suas dúvidas!
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